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05/07/2017 | Preço de imóveis cai pelo 4º mês seguido, aponta FipeZap

O preço do metro quadrado para venda dos imóveis residenciais em 20 cidades brasileiras caiu 0,15% em junho ante maio, segundo o Índice FipeZap. Trata-se da 4ª queda mensal seguida no preço nominal anunciado.

Nos 6 primeiros meses de 2017, o preço médio do metro quadrado acumula queda de 0,23%.

No acumulado do ano, o preço dos imóveis subiram 0,31%. A variação, entretanto, ficou abaixo da inflação para o período (3,08%, pelo IPCA/IBGE).

Em junho, o valor médio do metro quadrado nas 20 cidades monitoradas foi de R$ 7.668, ante R$ 7.682 em maio.

Preço do metro quadrado em junho
 
Valors anunciados por cidade, em R$
Created with Highcharts 5.0.910.08210.0828.6808.6808.3858.3857.3017.3016.6426.6426.3836.3836.0936.0935.8925.8925.8115.8115.6755.6755.6645.6645.6575.657Rio de JaneiroDistrito FederalFlorianópolisFortalezaRecifePorto Alegre010k2,5k5k7,5k12,5kSão Paulo8.680
Fonte: FipeZap
 

Valores por cidades

 

Rio de Janeiro se manteve como a cidade com os imóveis mais caros do país, com o m² a R$ 10.082, seguida por São Paulo (R$ 8.680) e Distrito Federal (R$ 8.385). Já as cidades com o valor médio por metro quadrado mais baixo foram Contagem (R$ 3.526), Goiânia (R$ 4.127) e Vila Velha (R$ 4.654, segundo o FipeZap.

Das 20 cidades pesquisadas, 9 apresentaram recuo nominal nos preços de venda nos últimos 12 meses, com destaque para Niterói (-2,51%), Rio de Janeiro (-2,17%) e Distrito federal (-1,92%). Já entre as cidades que registraram aumento nos preços, apenas em Belo Horizonte (6,65%) e em Florianópolis (3,16%) os aumentos superaram a inflação esperada para o período (3,08%). Com isso, o preço médio de venda acumula queda real de 2,69% nos últimos 12 meses.

O Índice FipeZap, desenvolvido em conjunto pela Fipe e pelo portal ZAP, acompanha o preço médio do m² de apartamentos prontos em 20 cidades brasileiras, com base em anúncios da Internet.

 

 

Inflação em queda

 

Analistas das instituições financeiras voltaram a reduzir nesta semana suas estimativas de inflação para os anos de 2017 e de 2018. Para o comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 – a "inflação oficial" do país –, o mercado baixou sua previsão de 3,48% para 3,46%. Foi a quinta queda seguida do indicador.

Com isso, manteve-se a expectativa de que a inflação deste ano ficará abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação caiu de 4,30% para 4,25% na quarta redução consecutiva. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período.

 

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