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04/11/2016 | Custo de vida em Florianópolis tem a maior queda desde março de 2012

Com a redução nos preços dos alimentos, o Índice de Custo de Vida de Florianópolis de outubro registrou a maior deflação (-0,09%) desde março de 2012 (-0,02%).  Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi maior: 0,87 ponto percentual. Calculado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Udesc, o indicador foi divulgado ontem pela Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif).

De acordo com especialistas, o recuo é um bom sinal para a economia da Capital porque aponta para uma tendência de estabilização e rompe com a alta observada nos seis primeiros meses do ano. Porém, também pode ser explicado pela falta de poder aquisitivo da população, o que resulta em menos poder de compra e, consequentemente, queda na margem de lucro dos empresários.

A retração foi puxada pelo grupo Alimentação: hortifrutigranjeiros (-0,96%), de elaboração primária (-0,47%) e industrializados (-0,12%). O único aumento neste conjunto foi registrado na Alimentação Fora de Domicílio (0,21%). 

Nos demais grupos, houve alta nos Produtos Não Alimentares (0,62%) e Outros Serviços (0,52%), enquanto Serviços Públicos não apresentou variação. 

A variação acumulada nos últimos 12 meses é de 7,89%. Na comparação com o mês anterior, a queda foi de 0,26 ponto percentual – setembro teve alta de 0,17%. Os dados para o índice do mês foram coletados entre 1 e 28 de outubro de 2016.

O Custo de Vida de Florianópolis é calculado desde 1968 pela Udesc Esag e reflete a variação de preços incidentes sobre os orçamentos das famílias da Capital, com base na comparação de preços de 319 itens. A relevância de cada produto para o cálculo do índice foi definida por meio de uma pesquisa de orçamento familiar, também realizada pela Udesc Esag.

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