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25/10/2015 | Reformas valorizam imóvel na hora da comercialização

Ambientes pintados, com pisos e revestimentos bem conservados aumentam chances de venda; limpeza e organização são essenciaisLoft. Carvalho prevê retorno do investimento feito na reforma

Na hora de vender ou alugar um imóvel, a conservação é um dos itens mais avaliados pelo comprador. Rachaduras, vazamentos, sujeira podem desvalorizar o apartamento. Mas como saber o que deve ser feito para que o imóvel seja valorizado?

De acordo com o diretor de vendas da Lello Imóveis, Igor Freire, o cliente quer um imóvel bem cuidado. “Paredes bem pintadas e áreas limpas agradam o futuro comprador e podem acelerar o fechamento do negócio”, diz.

Segundo Freire, é importante realizar algumas intervenções para valorizar o imóvel e dar mais velocidade às vendas. De acordo com o diretor da Lello, o mercado mudou: até 2013, com crédito facilitado e economia pungente, era o vendedor quem ditava as regras; agora, é o comprador quem dá as cartas na hora da compra.

“Se compararmos a mesma região, o preço médio do imóvel reformado será superior ao de um imóvel sem reforma”, diz Freire. Ele recomenda pintar as paredes com cores neutras e se o imóvel estiver ocupado, se esteja sempre limpo e organizado para receber os interessados.

Ou seja, o estado de conservação é fundamental. “Corrija infiltrações, mofo, sujeira e pintura descascada para dar ao possível comprador uma primeira impressão agradável.”

Freire afirma que grandes reformas na estrutura do imóvel, como aumentar a sala ocupando o espaço de um quarto ou instalar uma cozinha americana, podem ser um complicador. “Alterar a planta original pode desvalorizar o imóvel e até mesmo desagradar o comprador, diz Freire.

Negociação. O empresário Hélio Augusto Oliveira Soares, de 45 anos, acaba de vender um apartamento no bairro de Sapopemba, na zona leste da capital. “Eu deixo todo reformado, pintura, pisos, porque eu consigo uma condição melhor no momento da venda”, diz.

Para Soares, quando o comprador visita um imóvel reformado ele acredita que não terá problemas futuros. Durante a negociação, ele informou ao interessado quais os itens e marcas de acabamento utilizados.

“Eu dizia qual é marca da louça usada, a voltagem da eletricidade, o tipo de cabeamento e os canos utilizados na parte elétrica. Tudo isso para que não tenhamos problemas futuros.”

Na visão da arquiteta Ana Yoshida, é possível valorizar espaços com pintura adequada, armários embutidos e até um toque de personalidade ao local.

“No caso da pintura o ambiente não precisa estar todo branco, o importante é deixar agradável. Os tons off white e acinzentado preenchem bem o espaço e destacam os rodapés das portas. Pode destacar uma parede com a cor fendi”, diz Ana.

De acordo com arquiteta, a troca de pisos e revestimentos deve ser feita apenas se o vendedor quer atrair um público específico. No caso dos pisos, o de porcelanato é mais resistente, mas a maior aceitação e conforto é pelo piso de madeira.

“Se a reforma é para locação, o porcelanato é mais indicado, em razão da facilidade de conservação. A madeira é indicada para os quartos e o piso frio em locais de maior circulação.”

A instalação de ar condicionado é outro ponto de valorização do imóvel, na opinião da arquiteta. Para ela, vale a pena investir em espaços mais abertos que favoreçam a circulação de ar e a iluminação. No entanto, ela lembra que antes de qualquer obra é preciso estudar a estrutura do imóvel. “E avalie projeto e os custos envolvidos.”

Investimento. O advogado Marcos de Carvalho, de 42 anos, comprou um apartamento no Itaim, zona sul da capital. Inicialmente, seria para morar, mas por razões familiares, decidiu vender o imóvel. Mas antes, está reformando.

“Eu me impressionei com a quantidade de imóveis disponíveis não reformados no mercado. Eu ficava decepcionado ao entrar no apartamento e ver os estado de conservação do imóvel’, diz Carvalho.

Ele colocou à venda, mas pensando em sua experiência e na dificuldade de concluir uma negociação decidiu investir em uma reforma. “Pela região que o imóvel está, quis deixá-lo com uma ‘cara’ mais interessante. Pensei em uma reforma menor e depois avancei para uma reforma mais estrutural”, diz.

Entre as mudanças, Carvalho mudou de lugar a escada de acesso ao segundo andar, deixou a cozinha aberta em formato ilha e no piso superior – onde está o quarto, o escritório e o closet, deslocou de lugar um banheiro e instalou ar condicionado. A obra deve ser feita em 8 meses.

Carvalho acredita que o imóvel de 75 metros quadrados tenha valor de mercado de R$ 1 milhão e ganhará um incremento de 0,5% após a reforma.

O advogado contratou uma arquiteta para fazer o projeto e conta que houve atraso na obra. Um dos motivos foi a necessidade de se enquadrar na NBR 16280/2014, que regulamenta todos os procedimentos que devem ser adotados para garantir a segurança de obras realizadas no interior de imóveis. “Eu morei no apartamento antes de decidir reformar para vender. Então percebi tudo que precisaria ser feito e que agradaria o público da região”, diz.Via Estadão Conteúdo.

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