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10/07/2015 | Proprietários de imóveis restringem locação para famílias com crianças, cães e gatos em Florianópolis

Apesar de Santa Catarina ter o dobro de cachorros em relação à população de crianças — segundo o IBGE são 2,4 milhões de cães e 1,2 milhão de pessoas de 1 a 14 anos — ainda é difícil para quem tem pet alugar um imóvel na Capital. Muitos donos impõem restrições à presença de animais de estimação e até de crianças. Embora a questão judicialmente abra espaço para interpretações, o que se sabe é que as limitações dificultam, e muito, o negócio.Proprietários de imóveis restringem locação para famílias com crianças, cães e gatos em Florianópolis Diorgenes Pandini/Agencia RBS 
A estudante Talita Fresson, de 22 anos, se mudou para Florianópolis em abril e demorou cerca de um mês para encontrar um apartamento para alugar no Norte da Ilha. O motivo? A presença da cadelinha Mallu:
 
— A principal dificuldade foi essa. Estava tudo certo e quando tocava no assunto, barravam — diz. 
 
Ao ver que não estava sozinha na busca de um lar que aceitasse animais de estimação, Talita criou um grupo no Facebook para os interessados em alugar e anunciar imóveis que aceitem crianças e pets. 
 
A estudante ficou espantada com o número de pessoas que enfrentavam o mesmo problema que ela: o grupo já tem 700 participantes.
 
Donos de imóveis têm outra visão
 
Taciara Dal Castel é proprietária de cinco imóveis no Rio Vermelho, em Florianópolis. No anúncio, ela restringe a locação para maiores de 15 anos e sem animais. Ela afirma que antes não estabelecia restrições, porém teve problemas com crianças em acidentes em escadas e na piscina e por questão de segurança fez a regra. Já em relação aos pets, a falta de cuidado de inquilinos que deixavam os bichinhos sem comida e chorando, resultou na medida:
 
— Eu sei que é chato isso. Se eu quisesse alugar e não pudesse por causa da minha cachorra também não gostaria. Mas eles não procuram entender o nosso lado. Demora mais para conseguir alugar, mas fiz isso para não me incomodar — diz. 
 
Essas restrições já foram mais comuns, diz Anaía Brognoli, responsável pela Brognoli Alugueis. Ela diz que hoje o mercado está mais adaptado aos novos hábitos:
 
— O cliente está mudando e, consequentemente, o proprietário também muda. Quando algum proprietário diz que não quer alugar com criança, a gente diz que é impossível, porque hoje é um casal, mas amanhã pode ter um filho. Comercialmente não dá para trabalhar assim.
 
Lucas Madalosso, vice-presidente do Sindicato da Habitação (Secovi) de Florianópolis e Tubarão, diz que uma restrição comum e crescente é em relação a quantidade de pessoas que irão ocupar o imóvel, principalmente pelo tamanho do local. E ressalta que não há problema em estabelecer a exigência, desde que sem exageros.Via: Diário Catarinense
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