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10/12/2013 | Em Pernambuco, cerca de 80% dos imóveis são vendidos na planta ou na fundação

Pesquisa mostra que consumidor confia nas empresas da construção civil
O consumidor pernambucano está cada vez mais confiante na saúde financeira das construtoras. Pelo menos essa é a conclusão de Eduardo Moura, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco (Ademi), com base nos últimos dados divulgados no Índice de Velocidade de Vendas (IVV) dos imóveis da Região Metropolitana do Recife. Segundo o IVV, cerca de 80% das unidades comercializadas na RMR em fevereiro foram negociadas na planta ou no estágio da fundação.
 
"Isso mostra que o consumidor está ciente de que as empresas que operam no mercado vão entregar os imóveis. Não existe medo das construtoras falirem e pararem a obra no meio", garante Moura. Segundo ele, hoje existem várias proteções legais que garantem que o consumidor não fique no prejuízo como o patrimônio de afetação que separa as contas de cada imóvel das contas gerais da empresa.
 
Outra proteção é o financiamento dos bancos públicos e privados à produção. Funciona assim, o banco financia a construção do edifício e a construtora usa esses recursos para erguer o empreendimento. Mas antes de soltar o dinheiro para as empresas, os bancos passam um pente fino nas contas da construtora e exigem uma série de documentos que provem a legalidade da empresa e do imóvel a ser financiado. Quando o comprador adquire uma unidade desse empreendimento, ele já tem a segurança da avaliação bancária.
Outro motivo que está fazendo com que cada vez mais imóveis sejam vendidos na planta ou na fundação é o bom momento que vive o mercado onde a oferta é bem menor do que a procura. Em muitos casos, quem não comprar na planta não terá mais a oportunidade de adquirir o imóvel diretamente da construtora. Ou seja, a chance de comprar o apartamento desejado só vai aparecer quando um investidor resolver vender o imóvel comprado na planta por um preço bem acima do que foi pago por ele.
 
Eduardo Moura diz que, na média, nas construções que duram cerca de dois anos, o preço do imóvel sobe 30% entre a planta e a entrega. Em alguns casos específicos como os projetos únicos de construtoras renomadas em locais valorizados, esse aumento pode chegar a 100% ou até mais.
 
"Muita gente aproveita para comprar na planta para pagar menos pelo imóvel. Hoje em dia, as pessoas confiam na estabilidade da economia, sobretudo em Pernambuco, que está recebendo vários investimentos. Ninguém pensa em crise", completa.
 
Jornal do Comércio 
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