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18/01/2013 | Cresce crédito imobiliário

Apesar de 2012 ter sido um ano de retração para o setor de imóveis, volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis atingiu R$ 73,9 bilhões entre janeiro e novembro.
No penúltimo mês de 2012, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis somou R$ 7,7 bilhões, resultado 15% acima do registrado no mesmo mês do ano anterior. E no acumulado dos primeiros 11 meses do ano, os financiamentos imobiliários chegaram ao montante de R$ 73,9 bilhões, 3% mais do que no mesmo período de 2011, segundo pesquisa da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
 
Em novembro foram financiadas aquisições e construções de 38,8 mil imóveis, o que correspondeu a uma redução de 1,6% em relação a outubro. Porém, a sinalização foi positiva, já que o número de unidades financiadas em novembro superou a média observada entre janeiro e novembro do ano anterior, de 37,3 mil unidades.
 
Apesar de 2012 não ter sido um ano de muitos lançamentos do setor imobiliário, o crédito continuou em alta. Isso foi possível porque o crédito imobiliário está relacionado às entregas e não aos lançamentos. Enquanto estiver entregando apartamentos, o crédito vai continuar subindo.
 
ACOMODAÇÃO
 
Sendo um dos principais setores geradores de emprego dos últimos anos, a construção civil representa 46,1% da cadeia produtiva e 6% do PIB brasileiro, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituo Ipsos. Porém, em 2012 o crescimento do setor não acompanhou o boom imobiliário que aconteceu em 2010 e 2011, com grande volume de lançamentos imobiliários, alta velocidade de vendas e valorização.
 
Ano passado foi um ano de acomodação, já que 2010 e 2011 foram anos muito aquecidos, mas as vendas não pararam, continuaram em ritmo razoável, e os preços se ajustaram.
 
O fator aconteceu devido aos dois anos de muito sucesso imobiliário, que fez com que o estoque ficasse alto, e então em 2012, o número de lançamento diminuiu e o mercado em geral, deu uma retraída.
 
O acontecido em 2012 foi uma oscilação natural do mercado, para acomodar o setor que com um crescimento acima do esperado nos anos anteriores, estava com baixa mão de obra qualificada, alto preço de material de construção, dentre outros problemas.
 
Segundo especialistas, é bom que essa oscilação aconteça, porque se continuasse como nos anos anteriores, a economia não daria conta de manter o setor.
"Já estava faltando máquinas, produtos, provocando atrasos nas obras, se não desacelerasse um pouco, não iria ter crédito imobiliário disponível e o metro quadrado estaria muito mais caro." Ainda segundo os especialistas, com essa diminuição, foi possível regularizar também a oferta de emprego.
 
"2012 foi muito importante para amadurecer o mercado, e fazer com que apenas as construtoras mais estruturadas permanecessem, já que com a alta desde 2010, muitas acharam que estava muito fácil vender, e começaram a construir" ressalta o diretor da Loft Construtora.
 
Empresários concordam que apesar da baixa de lançamentos e consequentemente do número de vendas, nem de longe sentem sinal de crise. 
ANO PROMISSOR
 
Para garantir a produtividade, o Governo Federal anunciou recentemente medidas de incentivo ao setor, como a substituição de 20% dos gastos do INSS por 2% abatidos no faturamento, que irá diminuir consideravelmente os gastos com mão de obra, dando novo fôlego para as contratações.
 
Outra medida foi a redução do Regime Especial de Tributação (RET) de 6% para 4%. Além disso, o "RET Social", para moradias destinadas ao combate do déficit habitacional, passarão a ter alíquota de 1% sobre o faturamento.
 
Portanto, este ano promete ser de crescimento para o setor imobiliário. "2013 tem tendência de melhora, já que 2012 foi abaixo da onda, vai ser um ano que as construtoras vão continuar lançando e o preço vai continuar subindo". Um fato que pode acarretar no aumento de lançamentos é que o estoque de imóvel das construtoras está diminuindo, e com isso a procura aumenta.
 
APOSTAS
 
Para garantir um bom ano de negócios, cada empresário busca uma forma diferente de atrair o cliente. Localização, investimento em tecnologia e parceiros de peso.
 
O mercado está mais exigente devido à baixa da procura e aumento da oferta que fez com que o consumidor tivesse mais tempo para escolher ao invés de comprar às pressas como há algum tempo atrás. Com isso, as construtoras também tiveram que batalhar mais e garantir o seu espaço, devido ao forte investimento em pesquisa e planejamento.Fonte: REDIMOB
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