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08/11/2012 | Veja como diminuir imposto de renda ao vender imóvel

A satisfação de vender um imóvel que se valorizou pode ser diminuída pelas despesas com a tributação. Isso porque o vendedor deve pagar imposto de renda sobre a diferença entre o valor do bem declarado à Receita Federal e aquele pelo qual o bem foi comercializado.Quem há cinco anos, por exemplo, comprou um apartamento de R$ 100 mil e agora vai passá-lo para frente por R$ 150 mil, arcará com imposto sobre a valorização de R$ 50 mil. Ou seja, sobre o que se chama de ganho de capital.
Há, porém, como reduzir o valor a ser pago: declarar à Receita aumentos no valor do imóvel por causa de reformas. Não há pagamento sobre valorização ocorrida com as chamadas benfeitorias.
 
Dessa forma, diminui-se a diferença entre o preço de compra e o da venda, e consequentemente, cai o valor do imposto a se pagar.
 
A Receita Federal faz menção à possibilidade de se elevar o valor declarado de um imóvel ao se fazer reforma.
A Instrução Normativa SRF nº 84, de 2001, lista quais são as benfeitorias que levam à valorização quando informadas à Receita: desde intervenções grandes no imóvel - como gastos com construção, ampliação e reforma, se o projeto tiver sido aprovado pelos órgãos municipais competentes, até custos com pequenas obras, tais como pintura, reparos em azulejos, encanamentos, pisos e paredes.
 
Além disso, há outras despesas que o proprietário pode declarar para suavizar o imposto a ser pago.Quando a pessoa precisa demolir a construção para vender o terreno, é possível acrescentar esse gasto ao valor do imóvel. A mesma coisa ocorre com os custos de corretagem e do imposto de transmissão, quando ambos foram pagos na hora da compra.
O fundamental é comprovar que o ganho de capital se deu não por causa do mercado, mas sim por causa das benfeitorias. A Receita Federal, no entanto, está cada vez mais exigente na fiscalização do Imposto de Renda. Até por isso, é necessário alguns cuidados.
 
Os materiais comprados sempre que possível, devem ser entregues no imóvel - para que o morador possa ter um documento que mostre que recebeu esses produtos.
Além disso, é imprescindível que notas e recibos sejam emitidos no CPF do proprietário do bem, e esses documentos têm de ser guardados por no mínimo cinco anos. Assim, caso a pessoa caia na chamada "malha fina" da Receita Federal, ela vai conseguir justificar a valorização do imóvel por causa de intervenções que tenham sido nele feitas.Fonte: Terra 
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