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27/01/2012 | O peso da segurança no valor do condomínio

Equipamentos influenciam nos gastos, mas proteção envolve treinamento de funcionários e conscientização dos moradores.

Pelo menos uma residência foi assaltada por dia na cidade do Rio entre janeiro e outubro do ano passado. No mesmo período, foram mais de três casos diários do delito no estado, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública.

Na avaliação de especialistas, muitos desses roubos poderiam ter sido evitados com cuidados redobrados na contratação e investimentos na formação profissional de porteiros e vigias.

Casos como esses, evidenciam a fragilidade que às vezes pode acontecer com os sistemas de segurança. Situações como essa expõem a vulnerabilidade desses sistemas.

Administradores de condomínios costumam dar muito valor à tecnologia contra a violência, mas não adianta investir milhares de reais em equipamentos sofisticados de segurança, como câmeras de vídeo e portões eletrônicos, se eles não se preocuparem com um elemento fundamental: o recurso humano.

José Elias Godoy, consultor em segurança, estima que oito em cada dez pessoas preferem apartamentos a casas pela segurança que oferecem. “Sentir que está seguro, nesses ambientes, é a maior motivação”, diz.

Infraestrutura, referências e informações

Uma das principais preocupações na hora da compra de um imóvel, é o valor do condomínio. Esse quesito também é influenciado pela infraestrutura de segurança.

Quanto maior o número e cobertura de equipamentos, menor é o número de funcionários necessários para a supervisão das áreas comuns. No longo prazo, o investimento correto em segurança volta para o morador em economia nas taxas de condomínio.

Equipamentos eletrônicos, como câmeras, alarmes, portões e sistemas de monitoramento, possuem duas funções, de acordo com Progianti, da Abese. Por um lado, dificultam o acesso das pessoas às áreas do condomínio. Por outro, monitoram o fluxo de pessoas e bens. “Sua única função é detectar a invasão e comunicá-la a polícia”, diz. Por isso, o sistema não se restringe a equipamentos.

“A fórmula de um bom sistema de segurança é somar os equipamentos ao treinamento dos funcionários e à conscientização dos moradores", explica Sérgio de Castro Neto, diretor de Condomínios do Secovi-SP. Os equipamentos auxiliam, mas quem efetivamente faz a segurança são os funcionários e os moradores dos condomínios.

Na hora da contratação, é fundamental buscar profissionalização. Nada de dar emprego ao primo do vizinho da conhecida. Levantar informações e referências dos últimos trabalhos da pessoa é muito importante.

Prevenção

Coisas simples, como pedir para o morador baixar o vidro do carro ao chegar e checar de que loja o morador pediu uma pizza, podem fazer muita diferença em casos de assalto a residências. É importante valorizar esses profissionais que cuidam, em última análise, da vida das nossas famílias.

Valores

Para se ter uma ideia, a instalação de um sistema mínimo de segurança em uma casa de 100 metros quadrados, nos dias de hoje, custa cerca de R$ 15 mil. Nos anos 1990, diz, esse valor chegava a ser cinco vezes maior. Fonte: REDIMOB
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