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04/01/2012 | Capital estrangeiro e classe C manterão ritmo da construção

A crise internacional não está assustando a construção civil brasileira. Ao contrário, para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, há boas chances de o setor ser “o grande player” de 2012, com crescimento projetado de 5,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do setor.Central EstratégicaNa cadeia, a expectativa é de crescimento ainda maior, entre 8,5% e 9%. Entre as empresas, a expectativa também não fica atrás, para players como Settin, Construtora Costa Feitosa e Brookfield o ano será promissor para a construção. Entre os motivos de confiança dos empresários para a crescente alta no número de obras está o fato do Brasil ainda não ter problemas de recursos financeiros.Para ele, o mercado imobiliário tem previsão de fechar 2011 com recursos superiores a R$ 110 bilhões, contando com os da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)."Fundos voltados para a segunda etapa do Programa Minha Casa, Minha Vida, lançada em 2011 para a população de baixa renda, das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e dos investimentos para a Copa e Olimpíadas continuarão sustentando o financiamento deste setor", afirmou Simão.E quando o assunto é crise, o executivo é enfático. "Somos avessos à crise. Vai ter crise, mas o setor pode ser uma saída para minimizar os impactos da crise no Brasil. Só que o governo vai ter que tomar iniciativa, fazendo com que o PAC e o programa Minha Casa, Minha Vida 2 andem. O ritmo do PAC ficou aquém das expectativas em 2011, mas a presidente Dilma está dizendo publicamente que vai voltar a ser prioridade".O setor de construção civil registrou um crescimento de 42% entre 2004 e 2010 – uma média de 5,18% por ano. "Nenhum outro setor cresceu tanto e mostra perspectivas tão positivas". Todos os lançamentos imobiliários este ano não farão com o que os executivos da área pisem no freio para lançamentos em 2012, Simão afirma que a tendência do setor é dar continuidade ao bom ritmo "O mercado não deverá passar por transformação radical, pois nada indica que o País vivenciará um período recessivo".Visão do empresárioAs construtoras vivem agora uma grande oportunidade de conseguir recursos e lançar cada vez mais negócios, e a população está financeiramente ativa para este tipo de relação.Uma construtora, especializada em construção industrial obteve em 2012 um crescimento de 38,7% nos negócios e a expectativa é um crescimento ainda maior para 2012 apoiado nos clientes estrangeiros. “Houve uma grande inversão no perfil do negocio, que a três anos tinha 70% de seus clientes brasileiros e hoje tem uma carteira quase que exclusivamente estrangeira”, diz construtora.O papel do governo federal foi importante para que as construtoras chegassem em locais mais afastados do País. Iniciativas como o Programa Minha Casa Minha vida viabilizaram e tornaram atrativo para as incorporadoras o segmento de habitação popular que, há poucos anos, era praticamente inexplorado.Fonte: REDIMOB
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