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27/09/2011 | Após eletrônicos e roupas, brasileiros compram imóvel no exterior

Próspero momento da economia brasileira favorece oportunidades de investimentos dentro e fora do País.Enquanto as cidades mais populosas do Brasil enfrentam a falta de terrenos para a construção de moradias e os preços dos imóveis atingem seus valores mais altos, brasileiros decidem investir fora do Brasil. A revelação foi feita durante o Painel Internacional da Convenção Secovi 2011.Segundo Bill Armstrong, tesoureiro da NAR (National Association of Realtors), uma pesquisa realizada pela entidade mostrou que um terço das vendas para estrangeiros nos EUA são realizadas na Flórida, sendo que 80% dos compradores de imóveis neste estado são brasileiros. Para o tesoureiro, isso se deve ao fato da lenta recuperação americana, desde o colapso de 2008. “Neste processo, quem se dá bem são os investidores internacionais que encontram excelentes oportunidades de negócios, com casas melhores em locais mais desejados”, revelou.

Em Miami, as vendas de imóveis para estrangeiros representam 60% do total, sendo que 62% são pagos à vista e, adivinhe: os brasileiros também aparecem no topo da lista. “Os brasileiros adoram Miami. É lá que muitos deles passam férias e fazem compras”, disse a CEO da Miami Association of Realtors, Teresa Kinney. Ela acredita, que em 2011, vai se concretizar o maior número de vendas desde a crise. “Os últimos três anos são de vendas crescentes. Graças aos clientes internacionais, estamos saindo da maior recessão que já enfrentamos”, comemora.

Bill Armstrong enfatizou que o maior desafio dos Estados Unidos, no momento, é recuperar a confiança dos americanos no mercado imobiliário e aumentar a geração de emprego para melhorar o crescimento da economia local. No Brasil, o cenário é bastante diferente. Basílio Jafet, vice-presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) e presidente da Fiabci/Brasil (Federação Internacional das Profissões Imobiliárias), destacou aos participantes do Painel Internacional da Convenção Secovi2011 o bom momento econômico do País. “Estamos em uma rota sustentável de crescimento, com a inflação em níveis civilizados, aumento do número de novos empregos e crescimento da classe média”, relatou. Além disso, ele ressaltou os possíveis investimentos estrangeiros favorecidos pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).  Segundo Basílio, o setor imobiliário ainda enfrenta alto déficit de moradias para a nova classe média e apresenta grande potencial para a construção de empreendimentos comerciais na cidade de São Paulo, como escritórios e shopping centers.

Parque hoteleiro nacional

A Copa do Mundo e as Olimpíadas também foram apresentadas como boas oportunidades aos investidores estrangeiros presentes.  A construção de novos hotéis para receber o grande volume de turistas aguardado para os dois eventos esportivos que o Brasil sediará em 2014 e 2016 tem se mostrado mais do que necessário.  Aproveitando este gancho, Caio Calfat, coordenador do Núcleo Imobiliário Turístico e Hoteleiro do Secovi-SP, apontou os hotéis dos segmentos econômico e supereconômico, midscale, upscale, empreendimentos mixed use (com centros de eventos, escritórios, shoppings etc), retrofit de hotéis em endereços consagrados e condo-hotéis como excelentes oportunidades de negócios e investimentos.

Segundo Calfat, o programa BNDES ProCopa, que financia até 80% da construção de hotéis, com prazo de pagamento de 18 anos e carência de dois anos, aparece como uma boa opção para os investidores, o único problema é a dificuldade de enquadramento das empresas na iniciativa.
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