Comprar, vender, aluguel Casas e apartamentos em Florianópolis, Grande Florianópolis, São José

22/06/2011 | Imóveis pequenos e mais caros

Construtoras admitem a redução e dizem que não tem outro jeito. Construir apartamentos com os mesmos tamanhos médios de 15 anos atrás é economicamente inviável por causa do preço do terreno.

Quem vai comprar um apartamento atualmente se espanta com o tamanho dos imóveis. Os clientes olham com desconfiança e não se imaginam vivendo num espaço tão pequeno. As salas perderam ambientes, os quartos encolheram, a cozinha ficou menor e a dependência de empregada completa virou artigo de luxo. As construtoras admitem a redução e dizem que não tem outro jeito.Construir apartamentos com os mesmos tamanhos médios de 15 anos atrás é economicamente inviável por causa do preço do terreno.

"Os terrenos estão caríssimos e as pessoas ainda preferem morar em bairros nobres. Então o jeito foi diminuir o tamanho do apartamento para que o preço não ficasse tão alto a ponto do imóvel não ser vendido", palavras dos diretores das construtoras. Empresas que fazem prédios de luxo com apartamentos de um por andar com quase 300 metros quadrados. Hoje, esse tipo de imóvel é coisa rara no mercado imobiliário.

Antigamente, todo lançamento tinha que ser um por andar. Agora muitos prédios trazem duas e até mais unidades por pavimento. Além do preço do imóvel, o valor do condomínio inviabiliza esse tipo de privilégio. Em alguns casos mais nobres, a taxa mensal de condomínio das unidades exclusivas por andar chega a custar R$ 3 mil.

Como o preço do metro quadrado está muito valorizado, o aumento foi de 40% nos últimos anos, os apartamentos pequenos estão caros. Não é difícil encontrar lançamentos com 60 metros quadrados acima de R$ 250 mil. Valor que deixa muita gente espantada. Em um bairro nobre, os apartamentos com três quartos, uma suíte (perfil de apartamento mais procurado no mercado) e tamanho hoje considerado “gigante” (100 m²), já passam dos R$ 400 mil.

“As unidades de três quartos, com uma suíte, geralmente medem entre 60 e 80 m² hoje. As opções com 100 m² são raras. Há 20 anos, esse tamanho era comum e os apartamentos do tipo chegavam a ter 130 m²″, diz o corretor Eduardo Feitosa. O engenheiro de softwares Igor Ebrahim vai morar em um apartamento, de apenas 55 m² que custou R$ 190 mil. O imóvel será a nova casa dele, da esposa e do filho do casal (2 anos). Ele passou a infância em um apartamento de 100 m² e hoje vive nos 150 m² da casa dos pais.

Hoje um imóvel com 150 metros quadrados já chega a custar R$ 600 mil em alguns bairros. Agora é muito comum os prédios terem três ou quatro unidades por andar, às vezes até mais, para diluir o preço do condomínio. “Para a classe média, o valor da taxa tem que girar entre R$ 400 e R$ 600. Mais do que isso fica difícil pagar em dia”.

As construtoras passaram a aproveitar todos os espaços para desenvolver produtos mais funcionais. “Antigamente, não tinha apartamento de quatro quartos com menos de 250 m². Agora você encontra com menos de 200 m². Foi preciso maximizar o aproveitamento do terreno para compensar o preço dele”, diz a superintendente da Marketing da Queiroz Galvão, Carol Boxwell.

O conceito de área de lazer também mudou muito ao longo dos anos. O pacote básico de antigamente com piscina, salão de festas e playground ganhou contornos quase desmedidos por causa dos denominados condomínios clubes. Foram criados espaços de lazer inusitados como garage band, cinema e até lava-jato. Tudo para compensar o espaço (ou a falta dele) dos apartamentos.

Fonte: Central Estratégica

0